Aprenda o funcionamento e a criação de uma rede social no seu aplicativo.

Aprenda o funcionamento e a criação de uma rede social no seu aplicativo.

O nosso artigo MIX com Felipe Werber, o estudante de marketing, design e criador de apps na fábrica de aplicativos junto com Clay Shirky, professor e escritor dos melhores jornais e faculdades americanas, fazem a bomba atômica do momento mobile de 2015: rede social no seu aplicativo!

 

E para um bom início da sua criação, temos uma ótima introdução do livro de Clay, Here Comes Everybody, para explicar o que é necessário para ter um bom funcionamento da sua rede social; bastam apenas três elementos: uma promessa plausível, uma ferramenta eficiente e uma contrapartida aceitável de seus integrantes.

A promessa

 

Se você já se pergunta “como criar uma rede social de sucesso”, já está no caminho errado. O certo, é perguntar “por que devo criar?“. Dessa pergunta você tem a resposta necessário para um propósito de existência firme da fundação de seu grupo social. Para o autor do livro Here Comes Everybody, a promessa da existência do grupo tem de ser algo que crie um desejo básico de participação; e qual seria a oferta da rede social do Felipe?

promessa

Quer criar a sua? Clique na imagem e saiba o passo a passo!

BOOM! Instantaneamente já temos essa resposta ao entrar na aba do grupo. Ao colocar a promessa num claro título acima do preenchimento de dados do formulário, essa é uma dica certeira para concluir o primeiro elemento de uma rede social no seu app.

Para compreender melhor o valor dessa proposta, esclareço para aqueles que desconhecem a situação de um usuário que irá nesse evento. Primeiramente, existe um risco de conseguir ou não um ingresso como foi na Copa do Mundo, após a inscrição no site você torce para receber e efetivar a compra.

 

Segundo, você terá de se preparar para um viagem de alguns KM para ir à cidade de ITU em SP (local do festival) e se hospedar por 1 a 3 dias por lá (duração do evento). Terceiro, isso tudo não será barato. Portanto, amizades ou informações para ingressos, meios de transporte e hospedagem são muito bem vindas; e o grupo social facilita justamente essa troca de informação e a promessa da futura da união de todos os participantes no evento. Se a sua rede social tem um promessa e propósito de existência forte como esse, então você já está no caminho!

 

A ferramenta

 

De tonto, o estudante não tem nada. Além de ter escolhido muito bem o evento que tem cunho popular e de estreia no Brasil, ele planejou e executou inúmeras estratégias de marketing, chegou a usar praticamente todas as ferramentas sociais possíveis para divulgar e chamar o seu público para o aplicativo. Promoveu em seu perfil e criou um evento no Facebook, além de sua sacada com um grupo de WhatsApp! Porém, quais dessas ferramentas sociais é a mais importante? Nenhuma! O aplicativo é ferramenta central e mais importante.

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Baixe o app! Clique na imagem

 

Para exemplificar a escolha da ferramenta certa, recolhi um trecho precioso de Clay que dialoga em alto e simples nível sobre a não existência de uma boa ferramenta genérica! O que!? É isso mesmo, imagine o exemplo a seguir: usar um elástico que possa se esticar para resolver TODOS os seus problemas! É claro que não dá, elástico mágico não existe. Essas ficções, junto com as promessas de ganhar dinheiro fácil são as que queremos evitar por aqui, portanto, voltando com a visão do professor.

 

A Tecnologia

 

A tecnologia deve ser pensada como uma boa ferramenta de uma oficina, seja um martelo ou uma chave inglesa, “esses objetos foram desenhados justamente para desempenhar uma função específica e para se encaixar num determinado tipo de trabalho“; essa é a maneira que devemos escolher uma ferramenta seja ela social ou não.

 

Aqui no nosso caso, é justamente o aplicativo da Fábrica que forneceu as peças para o inventor Felipe que as usou corretamente, ele combinou as funcionalidades existentes com os possíveis materiais de conteúdo do festival; o resultado foi uma ferramenta melhor que o site do evento, ou melhor dizendo, é a simplificação do website com uma proposta de valor extrema para os fãs do festival: o grupo no WhatsApp. Para fazer acontecer o seu app (ferramenta) exige empenho do criador em escolher as funções certas para preencher a necessidade do seu público.

 

A contrapartida

 

A contrapartida é apresentada no livro com casos de gigantes organizações como Wikipedia, Linux ou Flickr. Hoje em dia, nós sabemos o tamanho delas, são organizações globais que envolvem a participação social e colaborativa de pessoas, ou seja, são redes sociais (parcialmente ou integralmente). Mas como elas começaram? Em seus tempos iniciais de fundação elas tinham um propósito para existir, uma ferramenta que funcionava e solucionava um problema; resta apenas uma contrapartida aceitável para seus usuários! Ou melhor dizendo, regras de uso e de funcionamento para os seus participantes!

 

Quer um exemplo simples? A rede do Felipe. Ele colocou a contrapartida inicial de: ao entrar na rede social, diga o seu nome, de onde fala e mande a sua foto. PRONTO! Com essas informações básicas você já estava dentro do grupo que na realidade era um chat alucinante de conversas que não paravam o dia inteiro! O administrador da rede poderia ter colocado outras regras como: não pode paquerar, sem brigas, é proibido passar vídeo da deepweb ou é proibido a entrada de pessoas sem ingressos do evento; mas ele não o fez, continuamos esse assunto de maneira aprofundada no próximo artigo para administrar a sua rede social.

 

Como funciona uma rede social?

 

E para terminar esse início da sua jornada, selecionamos um trecho do livro indispensável para a sua compreensão desse universo em rede. Vamos entender o fenômeno de um grupo social em sua raiz da maneira mais fácil que pude explicar! como um bom professor de cursinho faz! Contando piada no meio da teoria, portanto segue a explicação mais complexa da maneira mais fácil!  Vejam a imagem a seguir:

blog_rede social 1

Já dá para perceber algo? sim, é complexo! Mas vamos lá, cada letra do alfabeto representa um integrante, já as linhas são as possibilidades de interações entre eles, ou melhor dizendo conexões comparativas entre os indivíduos! Hã!? Desculpa, compliquei mas o Clay explica melhor. Fiz uma tradução de um trecho do livro com as minhas adaptações necessárias de professor de cursinho:

 

Imagine a situação…

 

“Imagine a situação, de três indivíduos reunidos num chat: você, eu e a Suelen. Se a Suelen pergunta-se a você, “qual é a chance de alguém nesse grupo compartilhar a mesma data de aniversário que a sua?”. Você poderia instintivamente contar logo as três pessoas envolvidas e dizer 1/3; péssima aposta diria o professor. Ao invés de calcular ou contar as pessoas o importante é contar os links entre elas. Se você comparar o seu aniversário com um integrante, teremos a chance de 1 em 365 para termos a mesma data de aniversário.

Agora, numa situação em que comparamos aniversários num grupo com outras três pessoas – você, eu e a querida Suelen – então você tem duas chances em 365! Certo? Errado de novo! Você deve pensar nas comparações (combinações) possíveis, não no número de pessoas!

 

3 comparações

 

Simplificando, existem 3 comparações: o seu aniversário com o meu, o seu aniversário com a Suelen e por fim o meu aniversário com a querida Suelen. Agora, se fosse um grupo de quatro pessoas, seriam seis combinações; trinta e seis pessoas, isso daria mais de 600 pares para combinar o aniversário!!!

Essa é a loucura que é ter um grupo de WhatsApp com 50 pessoas! Não se trata de combinar apenas aniversários mas sim pessoas (que são um balde de complexidade) interagindo uma com a outra.

O exemplo tratado dos aniversários, é chamado por Clay de o “Paradoxo dos Aniversários”, ou de “Mundo Pequeno”.

Na imagem acima, vemos três redes distintas que concluem a lógica do paradoxo dos aniversários: a complexidade do grupo cresce mais rápida que o tamanho dela.

E aí entenderam? Alguma dúvida? Só comentar abaixo! E não se esqueça! Na próxima semana temos a continuação dessa matéria para explicar as possíveis maneiras de se administrar essas redes! Muito importante, não percam! E se você já criou a sua e quer compartilhar conosco o resultado, comente por aqui o app.vc do seu app!

 

História Completa

 

*Para saber a história completa do app TomorrowLand Brasil clique aqui.  

2 Comments
  • Paulo Alves
    Posted at 12:08 PM, 20/02/2015

    Olá,
    Antes de mais os meus parabéns malta.

    Há já muito tempo que tenho uma formiga empreendedora dentro de mim, mas o contexto económico-social deixa-me de pé atrás perante a aventura de um possível investimento. Até que vos encontrei….
    Aqui vão as minhas dúvidas:

    No plano gratuito, ao selecionar a aba facebook, o app ganha ligação automática ao facebook do meu cliente, se introduzir nele o link?É reproduzido o conteúdo do facebook do meu cliente no app?

    É possível que os clientes de um restaurante, escrevam no app: por exemplo criticas ou façam reservas nele?

    Espero ter-me feito entender!

    Obrigado e Abraço a todos.

    • penalva
      Posted at 3:30 PM, 24/02/2015

      Olá Paulo!

      Obrigado pelos elogios! Respondendo as suas perguntas:

      1- É reproduzido o conteúdo do Facebook do meu cliente no app?

      R. Sim. A funcionalidade mostra as últimas postantes da página ou perfil do seu usuário, não é possível dar Likes a uma notícia, apenas visualiza-la. Veja como criar: https://goo.gl/BKQOFk

      2- É possível que os clientes de um restaurante, escrevam no app: por exemplo criticas ou façam reservas nele?

      R. Sim. É possível através de um formulário na página de Web ( https://goo.gl/r0ol7p ). Crie um formulário para crítica e outro para reserva, temos algumas sugestões de formulários: https://goo.gl/IPMiTG

      Veja este caso de formulário para pedidos online também: https://goo.gl/BwL1j3

      Obrigado pelo contato!

      Abraço!